Será que a vida é um jogo?

Coaching, vida e carreira. Como melhorar sua vida pessoal e profissional por meio do Coaching.Vivemos a vida como se fosse um jogo. Uma intensa partida cheia de regras, repetições e jogadas combinadas. Muitas tentativas e muitos, muitos erros. Alguns acertos. Campeonatos mil, parece até futebol. Muita adrenalina, muitas drogas (para alguns), e no mínimo muito café e chocolate (para outros). Só que a vida não tem exame antidoping.

Como em qualquer jogo, não temos tempo para pensar, aprofundar e refletir sobre cada jogada e o que queremos como resultado. Queremos ganhar. E para isso achamos que temos que agir, agir e agir o tempo todo. Continuamente e inconscientemente. Só quando o jogo acaba é que despertamos para o placar. Às vezes temos alegrias, mas muitas vezes nos sentimos frustrados. E no fim nos perguntamos: o que eu fiz de errado, afinal?

O vício na pressão da partida é a regra do jogo nos dias de hoje. Mas… será que reduzir a pressão causa depressão? Ou alívio? Você não gostaria de agir de forma mais consciente e estar em paz com seu cotidiano e com suas decisões? Fiz uma lista de exemplos de como agimos continuamente de forma inconsciente e extremamente competitiva.

Competimos no trabalho

Esse é praticamente o mantra dos dias de hoje, competimos contra a concorrência, com nossos colegas, com nossos chefes e, por incrível que pareça, tem gente que compete até com seus subordinados! Será que não podemos ser mais colaborativos e atenciosos com as pessoas que estão à nossa volta? Será que não podemos “nos permitir” (como diria Lulu Santos em “Tempos Modernos“) e sermos pessoas agradáveis? Adivinha quem seria o maior beneficiário disso?

Disputamos as ruas no trânsito

O clássico desenho do Pateta no trânsito (de 1950!) continua cada vez mais verdadeiro. Mas será que precisamos dirigir um carro para todo lugar que vamos? Dirigir em si é um ato estressante, já pensou nisso? Mesmo sem trânsito, pois do nada algo pode surgir e muitas vezes não teremos tempo para agir. Será que já experimentamos andar a pé ou de bicicleta em pequenos trajetos para aproveitar alguns momentos contemplativos? Se realmente precisamos do carro e não temos outra alternativa no momento, vale a pena nos aborrecermos quando surgem os problemas? Se o trânsito é algo realmente insuportável para você, que tal tentar a vida em uma cidade menor?

Discutimos com as pessoas que amamos

A competição é feroz no trabalho, na rua, em toda parte. Mas a pior situação de todas é quando levamos essa disputa para dentro de nossas casas. Muitas vezes aprendemos esse comportamento com nossos pais, com nossas famílias de origem, e o replicamos com nossos filhos e até com nossos cônjuges e companheiros, sim aqueles para quem prometemos amor eterno há pouco tempo atrás. Rapidamente esquecemos de suas qualidades e nos concentramos em seus defeitos e fragilidades, pois assim nos sentimos mais fortes, mais perfeitos do que o outro. Acreditamos que dessa forma poderemos “ganhar algumas batalhas”. Será que é para isso que estou com essa pessoa? Para competir com ela? Para ganhar dela?

Compramos excessivamente e invejamos demais

Comprar virou o esporte mais popular dos tempos modernos. E, se você olhar com atenção, verá que é exatamente isso. Um esporte, uma competição para ter a última tecnologia, a roupa mais descolada, a joia mais cara e exclusiva. Compramos o melhor carro que podemos e, semanas depois, nosso colega de trabalho comprou um melhor ainda! Que frustração! Já vi casos de casais bem formados, informados, descolados, alternativos, de boa cabeça, etc. que compraram uma casa linda, maravilhosa e, menos de 6 meses depois, estavam andando no condomínio de olho nas casas dos vizinhos e planejando sua próxima casa. Para que?

Reclamamos muito e agradecemos pouco 

Reclamar da vida também é uma forma de jogar esse jogo. Parece até aquele jogador que dá uma justificativa no final da partida, dizendo que o time não ganhou porque o juiz não marcou o pênalti. Ora, a possibilidade de não marcar o pênalti faz parte do jogo. Que tal agradecermos pelo desempenho que tivemos, revisando o que fizemos de forma dedicada para assim nos prepararmos melhor para a próxima partida? Que tal refletir profundamente para então decidirmos se queremos mesmo jogar esse ou aquele jogo?

Não sabemos perdoar

Precisamos descobrir que perdoar é um alívio. Não perdoar é continuar competindo depois da partida terminada. Só que é a mais ingrata das competições, onde você compete sozinho e consigo mesmo. Não tem ganhadores. Só um perdedor, você.

Refletimos muito pouco

Nessa ânsia de competir, jogar, ganhar, ou seja, de estar “em ação” o tempo todo, esquecemos de refletir. Quem somos e o que queremos da vida afinal? Jogar o jogo é o bastante? Fazer, fazer, fazer, mesmo sem pensar antes para decidir o que fazer? Agir sem avaliar quais serão as consequências? Como controlar o que pensamos e sentimos, colocando nossa mente a serviço de nossa vontade e não o contrário? Como lidar com nossos comportamentos e como mudá-los? Essas são coisas que precisam de reflexão intensa e prática, muita prática.

 

Victor Sebastian é Coach de vida e carreira.
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