A Liberdade e o Pitbull

bud na praia

Hoje meu cachorro foi atacado por um Pitbull na praia.

Estar ao ar livre, em contato com a natureza é um dos maiores símbolos de liberdade para nós, seres humanos. E também para os animais, especialmente esses quase humanos que são os animais de estimação. Não há nada tão prazeroso como estar no parque, no rio, nas montanhas e nas praias.

Levantamos cedo e, como era sábado e estava sol, apesar do frio, decidimos passear na praia. Em Florianópolis é proibido levar cachorros à praia. Apesar disso, a alegria de ver seu melhor amigo livre, solto em um ambiente lindo e natural, vale a pena. Muitos levam seus cachorros para passear, apesar da proibição.

Alguns seres humanos gostam de cercear a liberdade de outros para se proteger de possibilidades ínfimas de danos ou prejuízos. De que adianta proibir cachorros bem tratados, bem alimentados e devidamente vacinados de ir à praia se os maltrapilhos cães de rua já a frequentam sem pedir permissão a ninguém?

Isso se repete em várias esferas. Muitas pessoas são prejudicadas e humilhadas nas portas giratórias de bancos e na revista dos raios X dos aeroportos, em função da remota possibilidade de coibir alguns bandidos que, obviamente, não usarão essas passagens convencionais para cometer seus crimes.

Será que a liberdade do outro incomoda? Será que precisamos mesmo tentar controlar a sociedade à nossa volta por meio de regras que mais prejudicam que ajudam?

Ter liberdade ou sentir-se livre já é uma tarefa difícil, mesmo sem os controles de terceiros. Ao escolhermos uma profissão, frequentemente abdicamos da liberdade de fazermos outras coisas de nossas vidas. Outro dia conheci um médico que estava cansado de ser médico. Isso me surpreendeu. Ele era bem sucedido, tinha tudo que queria, mas sentia-se preso em sua própria escolha profissional. O mesmo vale para outras profissões, advogados, engenheiros e até mesmo políticos acabam reféns de suas escolhas. Afinal, será que existe mesmo a chamada “liberdade”?

A liberdade de fato é estar em paz com suas escolhas. Então se escolho me casar e escolho ser feliz assim, então me sinto livre. Se prefiro estar sozinho e me sinto bem assim, posso me considerar verdadeiramente livre.

Se escolhi morar em um lugar, preciso que essa escolha seja consciente, em busca da tranquilidade da minha mente. Ficar pensando em outras opções não me trará paz de espírito, portanto não me sentirei livre.

As escolhas e decisões precisam ser tomadas de forma consciente e deliberada. Só assim há paz e liberdade.

Porém há certos momentos em que o inesperado bate em nossa porta. E mesmo que estejamos na plenitude de nossa liberdade, pode ser que subitamente nossa vida esteja por um fio. Nessas horas, precisamos agir e lutar.

Não abdique de sua liberdade, mas tome uma atitude sempre que necessário. Lute contra o inesperado e contra o que te deixa infeliz. Tenha medo do que não conhece, mas use o medo a seu favor.

Em segundos tive que pular em cima do Pitbull para tentar fazê-lo soltar meu amigo de estimação, um mero Yorkshire. O dono do cachorro mais forte também veio ajudar. Depois de muito desespero, por fim conseguimos que ele soltasse meu cachorro. Saímos machucados, porém vivos.

O Bud, meu Yorkshire, me ensinou mais uma lição. Em um momento estamos tão felizes com tudo que temos que não nos preocupamos com o que ocorre à nossa volta, sentimos a liberdade em seu grau máximo. Porém, no momento seguinte, podemos estar à mercê da mandíbula do Pitbull.

No fim o que importa é sempre lutar por sua liberdade. Sinto-me livre sendo assim pois, mesmo nos piores casos, como o de hoje, o que mais me dá mais medo é também o que mais me dá coragem.

 

Victor Sebastian é Coach de vida e carreira.
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